sábado, 14 de maio de 2011

Diferente mesmo, mano!

Bem, faz mais de um mês que não apareço por aqui. Não que eu não quisesse, mas tenho compromissos iguais a todos os outros cidadãos. Um mês. E nesse mês, aconteceu muita coisa. Mataram o Osama (falando assim, até parece que ele era meu parceiro, sai zica!), o Fluminense foi eliminado da Libertadores, e ocorreu um outro fato, um pouco mais recente. Um débil protótipo de ser humano paulistano, uma vez mais, falou asneira. Gente diferenciada.
Por acaso, tenho cara de retardado? Não, não tenho. Como podem ver – se é que alguém vai ler isso – já tornei pública a minha indignação com o transporte no texto abaixo. E vou tornar pública a minha indignação com a galera do “quase sangue-azul”. Você pode até não querer uma estação de metrô perto da sua casa, mas essa decisão de barrar o projeto não compete a você. Garanto que milhares de pessoas podem e devem ter acesso a qualquer parte da cidade, com transporte público. Se não moro em Higienópolis, sou um lixo humano, sem direito a nada? Muito pelo contrário.
Se essa fatia da humanidade que, assim como o Ed Motta, é da cultura superior, e não precisa usar o metrô, legal, muito bem. Mas pouco me importa. Eles podem nos chamar de “diferenciados”. E sim, sou diferenciado mesmo. Não vivo numa bolha de preconceitos, nasci e cresci rodeado de pessoas de verdade. Sou humano. E agradeço por ser homem de sangue vermelho, não azul. De verdade.
Se todos fossem realmente diferenciados, talvez estivéssemos em melhor situação, tanto a galera de Higienópolis, quanto a do Capão Redondo, ou mesmo de outra periferia. E poderíamos ficar em harmonia. Ai sim, coisa de gente diferenciada.