quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E no fim do ano…

E mais um ano chega ao seu final, e com ele vem toda aquela necessidade de catalogar o que se passou, coisas boas, legais, “zicas” e afins. Ceias, especiais de natal na TV, promoções, tudo isso deve contribuir bastante para que todos queiram fazer esse balanço.
E, como exercício, vou fazer a minha retrospectiva de 2010. Pra mim, não vai ser fácil, pois enumerar tudo o que acontece em um dia já é praticamente loucura, imagina então 365 dias.
Não que eu tenha que falar de Wikileaks e Tiriricas, mas eles aconteceram. Do mesmo jeito que aconteceu o início de um sonho, guardado há tantos anos nas gavetas da parte do meu cérebro que tem como lema “um dia”. Vi grandes pessoas entrarem na minha vida (valeu galera, vocês são demais!), também vi grandes pessoas saírem. E foi gente que saiu do buraco – um salve pro pessoal das minas do Chile – e outros que entraram (pô, lembrar de Dunga e Felipe Melo a esta altura do campeonato não vale hein!). E olhei, de forma um tanto quanto incrédula, o povo juntar-se para gritar “rumo ao hexa”, e ficar calado diante de tantas injustiças, dignas do horário nobre.
Tanta coisa que mudou, e tantas outras que permaneceram iguais, talvez esperando pelo seu tempo de amadurecimento. Livros, shows, amizades e bebedeiras. Votos de felicidade, e desejos de um ano novo sempre feliz e com muita saúde e prosperidade. Acho que ano que vem, irei fazer isso aqui de novo. Acompanhado da minha inseparável cerveja, claro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pra quê titulo se não tem assunto?

Meu Deus, não consigo escrever mais nada. Nem uma linha sequer. Talvez seja pelo meu perfeccionismo fajuto, sempre tentando fabricar algo de qualidade e relevância. Quanta ingenuidade. Mas acho que é assim mesmo, como alguns grandes amigos já falaram (ou escreveram), sempre tem essa “empacada” nas idéias. Agora, vou tentar colocar esse branco literário-filosófico em frases e sentenças.
Sei que há “zilhões” de temas, histórias e personagens. Em algum papo de alto teor etílico (não me peça para lembrar como foi, quando foi, porque ai é sacanagem hein!), disse que tudo – repito, TUDO – que eu encontrasse viraria um bom texto. Bem, com a mente menos entorpecida, vejo que não é assim tão simples. Tem que ter um algo a mais. Tem que ser você ali, inteiro e transparente. Escrever de uma maneira única, que possa mostrar a sinapse entre mente-alma-coração-palavras, essencial para montar um bom texto e contar uma boa história. E quem sabe, fazer aquele velho ritual de sacar um copo cheio, e digitar ou rabiscar idéias e sentimentos de cabeça e coração inquietos.
Quem sabe assim, um dia eu seja um “quase” Tolkien ou Saramago, ou mesmo qualquer um que escreva bem. Nem sei o que pensar. Dá mais uma cerveja, por favor!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

IGUAL

“Tô” cansado das mesmices do mundo moderno. Acho que não são apenas do mundo moderno, mas do ser humano moderno. Pensar igual, trabalhar igual, invejar igual, reclamar igual, "não viver" igual. Não viver, mesmo.
Mesquinharias, idiotices. Ganância. A necessidade de ser, de se mostrar melhor que o outro supera limites. Limites da insanidade. Limites da imbecilidade.
É tão difícil assim ser simples? É tão difícil apreciar um belo pôr-do-sol, ou um singelo sorriso, de quem quer que seja? "Não, não posso, não tenho tempo', é o que ouço.
Ouço de pessoas realmente iguais. Iguais a tudo. Iguais a nada.
Não sei, mas nunca esperei nada de ninguém. Todos são iguais.
Mas certas pessoas teimam em quebrar essa monotonia. São diferentes. Imprevisíveis. Pessoas de verdade, com sentimentos. Com vivência. Com coração. Espero levá-las sempre comigo. Para não ser igual aos outros.